Mais acessível, obra de arte valoriza e personaliza decoração

Mais acessível, obra de arte valoriza e personaliza decoração
Rogerio Menezes

Rogério
Menezes

Engenheiro

As obras de arte são consideradas peças coringas em um projeto de decoração. Além de ornarem o espaço, valorizando a estética, os objetos criam um ambiente exclusivo, personalizado e cheio de estilo. E se você está se questionando sobre o preço que isso custaria, Rogério Menezes sócio do Estúdio RM traz boas notícias. “Temos um leque enorme de possibilidades, com uma variedade imensa de valores. Assim, é possível adequar a escolha dos
objetos ao orçamento do cliente e garantir um resultado final incrível”, tranquiliza o profissional.

Nas décadas de 70 e 80, na Bahia, as obras de arte eram tratadas como investimento. Utilizá-las na decoração era um propósito secundário. Havia leilões, eventos organizados exatamente para comercializar essas peças. Com o enfraquecimento da economia, o mercado deste segmento foi desaquecendo. A década de 90 trouxe novo fôlego,
reascendendo o olhar para os objetos de arte. No entanto, as obras eram apreciadas não pelo seu valor artístico, mas pelo apelo visual.

Com a criação das mostras de decoração, as pessoas passaram a ter acesso ao conjunto dos projetos, começaram a enxergar, de forma prática, o que é um ambiente decorado. A internet e as redes sociais também contribuíram bastante neste sentido, porque favoreceram a compreensão da relevância do uso de uma obra de arte na decoração. Rogério Menezes ressalta que é importante o profissional de decoração dialogar com o cliente, desde o início da concepção do projeto, acerca do uso desse tipo de adorno. “Essa fase é a última. A obra de arte vai personalizar o projeto, dando um toque final. Mas é fundamental que haja uma negociação prévia com o cliente, para que ele reserve um valor para esta etapa”, conta Rogério Menezes, em nome do Estúdio RM.

Como escolher

A escolha da obra de arte deve ser norteada pelo gosto do cliente e pelo estilo da decoração. “É preciso que haja um apelo emocional, que o cliente se identifique com aquele objeto”, destaca o sócio do Estúdio RM. Ele conta que hoje, em Salvador, já existem galerias de arte que fazem toda a produção das obras na casa do cliente, sem custo adicional
e sem compromisso de compra. “Isso facilita o processo, porque o cliente enxerga a obra em sua casa, no local onde ela será instalada. Ele visualiza o conjunto pronto e pode decidir. Normalmente os clientes acabam adquirindo os objetos usados na produção”, conta.

A mudança cultural na concepção acerca da obra de arte também é percebida na relação ente o comprador e obra em si. Rogerio Menezes explica que não basta acrescentar a obra na decoração. “O nosso cliente quer saber a história daquela obra, quer saber quem é o artista responsável por ela, qual seu posição no mercado, seu currículo. E isso
é muito interessante, porque valoriza o produto e o mercado”, sinaliza. Ele conta ainda que, quando os clientes já possuem obras em seu acervo, estas são sempre utilizadas na hora de compor o ambiente. “Procuramos aproveitar tudo o que tenha um cunho sentimental para o cliente. A partir destes objetos, fazemos as outras escolhas, em busca do equilíbrio”, explica.

Manutenção

Um ponto que não pode ser esquecido é a conservação das obras de arte. Rogério destaca que é necessário estudar onde colocar a obra se há incidência do sol, se há exposição ao salitre, se o local é seguro. Tudo isso para preservar a idoneidade do objeto. “Procuramos explicar ao cliente a forma como ele deve agir para prolongar ao máximo a vida útil da obra.

Caso decidam fazer mudanças no decorrer do tempo, ele terá informações sobre como escolher o novo local para expor sua obra de arte, sem risco de desgaste”, ressalta, ao complementar: “Temos sempre o cuidado de deixar o cliente satisfeito, bem informado e com um ambiente valorizado, que efetivamente represente sua personalidade”.