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Anuario A D 2019/2020 homenageia a arte,com trabalho de Adilson Santos

As obras de arte são itens que incrementam e inserem personalidade na decoração. Além de enaltecer o ambiente, o uso desse elemento possibilita a democratização da arte deforma leve e natural. A produção artística na Bahia é abundante e versátil. Nesse contexto,percebendo a necessidade de contribuir para essa valorização dos artistas locais e destacando a estreita relação que existe entre arte e decoração, o Anuário de Arquitetura e Decoração da Bahia este ano presta homenagem a essa categoria, tão valiosa para o enriquecimento dos ambientes. A capa do AD 2019 prestigia a arte da Bahia, estampando a obra “Em estado de observação”, do baiano Adilson Santos, natural de Poções.

adilson santos2Com mais de 50 anos de carreira e um vasto legado de pinturas, Adilson Santos é considerado um artista completo, com experiência nas artes plásticas e nos desenhos.Suas obras representam a riqueza cultural do povo, com originalidade. Os primeiros contatos com a arte foram incentivados, ainda menino,pelo pintor Egberto Aragão, que lhe abriu as portas para pincéis, tintas e telas. A partir desse contato, passou a transferir seus desenhos para as telas, desenvolvendo o lado surrealista.Quando se mudou para Vitória da Conquista,Adilson realizou a primeira exposição. Já em Salvador, contou com o aval do ilustre baiano,Jorge Amado, e sua carreira decolou. Seus trabalhos são aventuras visuais, que convidam à contemplação de um cotidiano mágico,protagonizado pela mulher e pela natureza.

Obra da capa:

“Tem ligação a alguém observando, é como você abrir uma cortina. Se você abre uma cortina,você está abrindo uma cortina para a luz. É uma série que fiz, chamada ‘observador olhando através do tempo’, que traz um mistério. Ela é atemporal, sou eu olhando, sempre observando,abrindo aquela cortina”.

Arte x decoração:

“São três cabeças pensantes: arquiteto,decorador e artista. A união dessa parceria é louvável. Quando casa de o arquiteto gostar do trabalho do pintor, de o pintor gostar do arquiteto, e o decorador gostar dos dois, é um casamento muito válido, que facilita o processo. E se o dono do imóvel vai ao ateliê, ainda é mais maravilhoso, ele tem acesso a um leque de trabalhos. Sua escolha vai envolver o gosto e o prazer da convivência”.

Mercado da arte:

“Vender arte é difícil. Exige muito conhecimento. Nunca me preocupei com isso, porque pintava por mim e estava tudo bem, fiz inúmeras exposições na vida. Bastava o pequeno lucro que eu ganhava com os trabalhos. Os anos foram passando,e hoje eu percebo que centenas de pessoas compram porque gostam, respeitam e acreditam no meu trabalho”.

Virar capa do AD:

“Participar da capa do maior Anuário do estado da Bahia e expor é maravilhoso. Promove esse casamento com arquitetos,decoradores e o cliente que o recebe. Isso me traz a maior alegria do mundo, é uma divulgação mútua. Quando você se expõe,você está dando a mão à palmatória.Alguns irão aplaudir, e outros, criticar. Mas nunca deixei nada disso me mudar em absolutamente nada. São essas ações quem e deixam agradecido”.

Expectativa e visibilidade:

“O que eu gostaria é que todos que olhassem a capa do AD fossem sinceros ao observar não só a pintura, mas o trabalho no total. Que fizesse um comentário, cada um, porque cada pessoa é instigada a comentar quando vai a uma galeria. Ali você é uma pessoa curiosa, você está querendo ver alguma coisa. Não comentar consigo próprio apenas, mas com outras pessoas,que gostou por essa ou aquela razão. O que eu espero é essa sinceridade do observador, isso seria fantástico”.