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Arquitetura e Urbanismo para mudar o mundo – a era da inovacao

O tema Inovação tem sido bastante discutido e abordado pela ciência, política, saúde, arte e educação. A palavra inovação, que significa criar algo novo é derivada do termo latino innovation,e se refere a uma ideia, método, objeto criado com diferenças eminentes de padrões anteriores.Atualmente a utilização da palavra inovação está associada ao contexto de ideias, invenções e a exploração econômica relacionada à ambas. Quando o conceito está atrelado a gestão e negócios o termo inovação é invenção que chega ao mercado.Não seria diferente nos campos da Arquitetura e Urbanismo, áreas que trabalham de forma bastante transversal as demais áreas do conhecimento e que representam de forma significativa as grandes transformações do mundo. O arquiteto Edgar Albuquerque Graeff escreveu de forma muito clara,o papel da arquitetura representado pelo edifício,iconicamente a maior associação ao trabalho dessa profissão.

“O edifício constitui o produto mais característico da arquitetura. É através dele que a arquiteturas e relaciona com a vida dos homens em suas diversas manifestações. Do nascimento à morte,da maternidade ao túmulo, o homem atravessa o tempo da sua existência trabalhando, repousando,cultivando divindades e memórias, brincando e sofrendo, no abrigo dos edifícios construídos para proteger e favorecer o exercício das atividades que a vida requer”.

O arquiteto é um modificador do espaço, um gestor de ideias construtivas, um artesão de tecidos urbanos, um chef disposto a pensar em novas combinações e sabores. A conexão dessa profissão com o urbanismo promove desafios constantes com impactos em inovação. O arquiteto urbanista é o protagonista das ideias que vão além do edifício, masque se preocupa com o seu entorno e especialmente sobre as pessoas e como elas vivem. Não há arquitetura e urbanismo se não houverem pessoas.O crescente processo de urbanização conduz mais da metade da população mundial a viver em cidades. Paralelo a este fenômeno, a revolução digital está criando uma sociedade hiperconectada e colaborativa, movimentando as relações dos cidadãos com os espaços públicos. Em Salvador, esse fenômeno é expresso em toda a orla atlântica com os pedestres, ciclistas e demais pessoas aproveitando os espaços públicos e demandando maiores em elhores intervenções. Para a gestão pública cabe a missão de assumir o papel de gestão da cidade inteligente, com pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida.

Esse cenário presente da quarta revolução industrial,que se caracteriza pela convergência digital, física e biológica a partir do uso de tecnologias como digitalização em nuvem, internet das coisas, bigdata, inteligência artificial e biotecnologia, estimula o campo fértil da inovação de produtos e processos para a arquitetura e urbanismo. As experiências da construção virtual conduzem o setor para uma transformação maior que a transição da era das pranchetas para as tecnologias CAD. Mudanças de mercado numa perspectiva mundial e iniciativas nacionais, como o decreto do governo federal que prevê o uso de Building Information Modeling (BIM)em obras públicas a partir de 2021, movimenta profissionais e instituições de ensino. O BIM se destaca por seu caráter conceitual envolvendo políticas, processos e tecnologia, permitindo a concepção associada à dados, simulação virtual da construção, monitoramento da obra, do uso e operação de empreendimentos. O tema é tão disruptivo que a inovação é a sua relação com outras áreas do conhecimento com a Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Os modelos BIM podem estar associados à dados visuais de captura de realidade e reconstrução 3D de ambientes com uso de Laser Scanner, drones, câmeras multiespectrais, entre outras. Podemos experimentara visualização e interatividade de componentes virtuais da construção em realidade mista, podendo caminhar pelo projeto e até mesmo interagir customizando virtualmente elementos.

10 competenciasPara tantas inovações a preocupação é maior que o conhecimento de tecnologias. O mundo contemporâneo requer competências humanas para a gestão e a transformação do mercado de trabalho. O estudo intitulado o Futuro do Trabalho,desenvolvido pela rede social profissional LinkedIn em parceria com a WGSN Mindset identificou as 10 competências mais recorrentes nas tendências do futuro. Os arquitetos e urbanistas devem investirem uma postura de movimentação positiva para as transformações do mundo. A inovação exige do mercado um resgate importante de comunicação,postura e ações efetivas em prol do bem maior, que se destaca na missão da arquitetura e urbanismo: a proposição da qualidade de vida para todos em um mundo que vive conectado.