As iniciativas da SEMIT para uma cidade mais inovadora, inclusiva e sustentável

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O cenário urbano está cada vez mais complexo, marcado por desafios sociais, ambientais e econômicos. A inovação deixou de ser uma agenda paralela para se tornar eixo estruturante das políticas públicas. Em Salvador, essa transformação tem sido conduzida pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SEMIT), que atua de forma estratégica para integrar tecnologia, dados e participação social na construção de uma cidade mais inteligente, resiliente e conectada às pessoas.

“Inovação e tecnologia são duas das principais diretrizes do prefeito Bruno Reis e da vice-prefeita Ana Paula Matos, por serem vetores fundamentais de fortalecimento da economia, inclusão social e transformação digital. A competitividade e a prosperidade da cidade dependem disso”, afirma Alberto Braga, secretário municipal de Inovação e Tecnologia. A SEMIT atua de maneira transversal dentro da gestão municipal, articulando projetos capazes de modernizar uma metrópole histórica como Salvador sem perder sua dimensão humana e cultural.

Essa visão parte do entendimento de que os resultados devem estar ancorados no desenvolvimento sustentável. As iniciativas da SEMIT dialogam com temas globais, como mudanças climáticas, crescimento urbano acelerado e resiliência, frente a eventos disruptivos, como pandemias, sempre buscando benefícios sociais, econômicos e ambientais de longo prazo.

Diretrizes para uma transformação digital consistente

A inovação, segundo Alberto Braga, deixou de ser pontual. “Ela precisa ser um ambiente permanente de decisão, um fluxo contínuo e uma capacidade transversal do governo”, destaca. Em Salvador, essa estratégia está estruturada em quatro eixos centrais: popularização da inovação, fortalecimento da economia, literacia digital e inclusão digital produtiva.

A SEMIT investe na construção de ecossistemas sustentáveis, capazes de conectar quem aprende, quem empreende, quem regula e quem utiliza a tecnologia. Quando essa engrenagem funciona de forma integrada, a inovação deixa de ser episódica e passa a gerar mudanças estruturais na cidade.

Conexões entre governo, mercado, academia e sociedade

A atuação colaborativa é essencial em Salvador, cidade marcada pela diversidade territorial e social.

Para o horizonte 2025–2028, a SEMIT planejou ações voltadas ao fortalecimento da chamada hélice quádrupla da inovação, integrando poder público, setor privado, instituições acadêmicas e cidadãos em uma infraestrutura social da inovação.

“Inovação surge das conexões e da capacidade de transformar desafios em oportunidades” Alberto Braga

Dados no centro da cidade inteligente

A governança de dados é um dos pilares da Salvador Inteligente. Em um contexto em que tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas e computação em nuvem já fazem parte da realidade urbana, o desafio não está apenas em coletar informações, mas em transformá-las em inteligência coletiva. “Sem dados abertos, estruturados e confiáveis, tecnologias emergentes apenas aceleram improviso. Com dados no centro, elas qualificam a tomada de decisão”, pontua o secretário.

Essa visão está materializada no Plano Diretor de Tecnologias da Cidade Inteligente (PDTCI Salvador), com horizonte de 30 anos. O plano orienta investimentos em conectividade, computação em nuvem, segurança cibernética, big data urbano e plataformas de governança digital, criando as bases para uma gestão pública mais eficiente e transparente.

Projetos estruturantes para a cidade do futuro

Entre as iniciativas de destaque está o Centro de Inteligência para Operações Críticas, previsto para entrega no primeiro semestre de 2026. Integrado ao Observatório Salvador, o equipamento permitirá monitoramento em tempo real de áreas como mobilidade, segurança, defesa civil e emergências, combinando dados, inteligência artificial e IoT.

Outro instrumento estratégico é o Sandbox Salvador, que transforma a cidade em um laboratório vivo de inovação. Aberto a empresas, startups e pesquisadores, o programa permite testar soluções em ambiente real, reduzindo riscos e estimulando a colaboração públicoprivada em áreas como mobilidade, economia circular, regeneração urbana e digitalização dos serviços públicos.

“Essa estrutura consolida um novo patamar de governança urbana, mais integrada, humanizada e tecnológica” Alberto Braga

Inclusão digital como infraestrutura social

A SEMIT entende a inclusão digital como condição essencial para uma economia de inovação mais justa. Projetos em desenvolvimento como os Hubs Comunitários de Inovação e o Buzú da Inovação levarão capacitação, alfabetização digital e estímulo ao empreendedorismo a territórios vulneráveis, ampliando o acesso ao conhecimento e à tecnologia como ferramentas de transformação social.

Ecossistema de inovação e empreendedorismo

O fortalecimento do ecossistema tecnológico de Salvador passa pela articulação entre startups, universidades, empresas e poder público. O Hub Salvador, com novo modelo de governança, destaca-se por promover diversidade, equidade e inclusão no ambiente de inovação. Em parceria com instituições como CEPEDI, Wayra Brasil e Softex, o espaço se consolida como polo estratégico de geração de negócios, talentos e soluções de impacto.

Os resultados já são perceptíveis. Em 2025, startups aceleradas pelo Hub impactaram diretamente 10 dos 17

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, reforçando a conexão entre inovação, desenvolvimento econômico e inclusão social.

Tecnologia a serviço das pessoas

Para a SEMIT, tecnologia não é fim, mas meio.

“A cidade é sobre as pessoas. Inteligência, sustentabilidade e tecnologia são ferramentas para melhorar a vida de todos” Alberto Braga

O futuro de Salvador está sendo desenhado a partir de planejamento, dados, participação social e inovação responsável, uma combinação que posiciona a capital baiana como referência em transformação digital urbana no Brasil.

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