Em um mundo marcado por excessos, ruídos e transformações constantes, a Suvinil propõe um novo olhar sobre a cor como linguagem emocional e social. Para 2026, o estudo anual da marca apresenta o conceito Co(r)Existir, que orienta a escolha das cores Tempestade e Cipó da Amazônia. Mais do que tendências cromáticas, elas traduzem estados de espírito, relações humanas e novas formas de viver e habitar os espaços.

Co(r)Existir: cor como espelho do nosso tempo
O conceito nasce de uma leitura profunda do momento atual, segundo a gerente de marketing – Cor e Conteúdo da Suvinil, Sylvia Gracia. “Vivemos um tempo de excessos de estímulos e informações, que convive com um desejo crescente por presença, autenticidade e pertencimento. Co(r)Existir propõe pontes entre emoção, cultura e sociedade”, afirma.
O estudo parte da ideia de que a transformação é a única constante da vida. “Coexistimos porque existimos por meio das cores, que funcionam como um retrato vivo do tempo em que vivemos”, completa a profissional. O convite é olhar simultaneamente para dentro e para fora — para as emoções individuais e para o coletivo que nos conecta.
Um processo brasileiro, colaborativo e sensível
A definição das Cores do Ano passa por um processo de pesquisa 100% brasileiro e colaborativo. A Suvinil reúne um coletivo criativo com especialistas em comportamento, design, arte e cores, que acompanham todas as etapas do estudo. “É uma jornada de escuta e investigação sobre o papel da cor na vida das pessoas, guiada pelo olhar sensível da marca sobre o tempo presente”, explica Sylvia Gracia.
A partir da observação de movimentos emocionais, culturais e sociais, as cores emergem como respostas a sentimentos contemporâneos, como introspecção, desejo de mudança, reconexão e leveza.
Tempestade: sentir para existir
Eleita Cor do Ano Suvinil 2026, Tempestade traduz o mergulho nas emoções individuais. “Ela nasce do desejo coletivo por autenticidade, vulnerabilidade e autoacolhimento”, diz Sylvia, completando: “É um rosa empoeirado e dramático que convida a mergulhar em nossas entranhas pessoais.”
Com cromaticidade baixa e luminosidade mediana, Tempestade cria atmosferas de profundidade, intimidade e calma. “Ela não grita, acolhe”, resume a gerente. A cor favorece ambientes de pausa e reconexão, como quartos, salas íntimas, espaços de leitura e descanso.
Cipó da Amazônia: crescer juntos
Em contraponto emocional, Cipó da Amazônia representa o coletivo e a renovação. Trata-se de um verde amarelado vibrante, conectado ao desejo contemporâneo por leveza e novos começos. “É um tom equilibrado e nutritivo, que aproxima o humano do natural, do ancestral e do tecnológico de forma harmoniosa”, afirma Sylvia.
A cor ganha força em cozinhas acolhedoras, salas integradas, áreas de convivência e varandas, dialogando com estilos que valorizam a brasilidade, o orgânico, o artesanal e o design biofílico.

O encontro entre opostos que se complementam
Apesar de opostas no círculo cromático, Tempestade e Cipó da Amazônia foram pensadas para coexistir. “O estudo descreve essa relação de forma poética: Tempestade nutre e Cipó da Amazônia ajuda a crescer”, explica Sylvia Gracia. Juntas, elas equilibram introspecção e movimento, silêncio e frescor, reflexo da forma como buscamos viver hoje.
Cor como bússola emocional do morar
Para a Suvinil, a cor é uma ferramenta essencial na construção do bem-estar. “Ela traduz sensações, comportamentos e estados de espírito. Em um cenário de cansaço coletivo e excesso de estímulos, a cor ajuda a acalmar, energizar, acolher ou convidar à pausa”, destaca Sylvia Gracia.
As escolhas para 2026 apontam para um futuro em que arquitetura e design valorizam autenticidade, emoção, reconexão com o natural e simplicidade afetiva. “O design do futuro será menos sobre idealizar e mais sobre pertencer. Menos sobre estética pura e mais sobre viver bem”, conclui.

