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Design biofílico resgata contato com a natureza e promove o bem-estar

Biofilia significa amor à vida, instinto de preservação. O conceito surgiu em 1984, na pesquisa do biólogo americano Edward Osborne Wilson sobre a desconexão do homem com o ambiente natural, em razão do crescimento populacional nas cidades. 

Logo ele foi adaptado à arquitetura, como explica a gestora de projetos e consultora em sustentabilidade, Magali Morales: “Nesse contexto, foi batizado Design Biofílico e se baseia na resposta biológica do homem às forças da natureza, como a luz, o ar, a gravidade, plantas e animais”.

A biofilia traz uma série de benefícios aos moradores do espaço, pois promove um ambiente muito mais saudável. “Isso colabora para o aumento da sensação de bem-estar e melhoria da produtividade, proporcionando benefícios físicos e mentais. A biofilia aumenta a sensação de relaxamento, satisfação, inspiração, diminuindo o estresse e a ansiedade”, conta Magali Morales. É possível valorizar a biofilia de formas variadas no projeto, mas é crucial que o cliente busque um profissional que tenha conhecimento. “Essas formas incluem a valorização da iluminação natural, ventilação natural e contato direto ou indireto com elementos naturais”, destaca a consultora em sustentabilidade. Essas intervenções fazem grande diferença no ambiente construído.

Como o conceito tem sido largamente debatido nos dias de hoje, já existem muitos materiais disponíveis. “Recomendo ler alguns livros sobre o assunto e se inteirar das possibilidades. Há diversos vídeos de ambientes que podem inspirar”, sugere Magali. Mas, de antemão, ela já enumera algumas alternativas. “Usar uma fonte com sistema fechado de circulação de água, paredes e telhados verdes, revestimentos com areia, pedra e madeira, e até o cultivo de mini hortas caseiras”, cita.

Dicas para aplicar a biofilia na arquitetura

Magali Morales cita alguns exemplos práticos de como é possível agregar os princípios da biofilia em projetos arquitetônicos.

  1. Contato direto com a natureza: A partir do uso de elementos primários, como luz e ventilação naturais, presença de água, plantas, animais e paisagens vivas.
  2. Contato indireto com a natureza: Trata-se de inserir imagens da natureza em elementos da decoração, como painéis, quadros, pisos e revestimentos. Também é possível aplicar cores naturais nos ambientes e simular a iluminação natural com lâmpadas LED.
  3. Contato espacial: Criar ambientes com vistas à natureza, promover circulação, mobilidade e espaços que proporcionem sensação de liberdade, pertencimento, integração, e ao mesmo tempo, refúgio e segurança.

Resgatando o contato com a natureza

Para quem quer fazer pequenos ajustes em casa,para resgatar o contato com elementos naturais,Magali dá sugestões. “Inclua plantas, mesmo em vasos, que sejam locais e proporcionem uma melhor qualidade do ar. A mini-horta é boa opção, pois envolve  a família e estimula a mente, a satisfação,sem contar que poderá cozinhar usando o que plantou, sem agrotóxicos, orgânico”, recomenda.

E se sua preocupação é como promover a biofilia em ambientes reduzidos, não se preocupe. Magali Morales faz questão de tranquilizar esse público.“Hoje o mercado de produtos é muito amplo. E com bons profissionais de arquitetura ou design de interiores, é sempre possível usar princípios da biofilia para qualquer tipo e tamanho de espaço”, afirma.